Não esqueçam de comentar o que acharam dos Lançamentos e claro, se algum deles entrou para a lista! Beijos de La Fleur !!!
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sexta-feira, 4 de maio de 2018
Editora Rocco - Lançamentos de Maio
Que tal aproveitar o fim de semana para atualizar a lista de desejados? Feliz daquele que a mantém devidamente em dia kkkk. Bom, para auxiliar (ou atrapalhar kk), trago hoje os lançamentos do mês de Maio da Editora Rocco!!
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Selo Lumus - Novidades
O Selo Lumus pertence a Editora Modo e é voltado para Literatura Fantástica. Sou apaixonada por boa parte dos livros desse selo e traga hoje os dois lançamentos pelo Lumus.
O Anatomista de Dragões

Sinopse:
Imagine um mundo onde os dragões eram animais comuns, porém toda a lenda e mistérios estão envoltos sobre eles. Este é o mundo onde o biólogo Jhonatan Rose dedica sua vida a compreender e a respeitar esses seres, e chega à conclusão de quem são os verdadeiros monstros.
No Skoob
Sobre:
Como seria o nosso mundo se os dragões realmente existissem? Os trataríamos como seres fantásticos ou como animais de força bruta? Como faríamos uso de suas inúmeras habilidades? Usaríamos cada uma delas para o bem ou para o mal? O quanto temeríamos e o quanto exploraríamos essas criaturas em nosso benefício?
Essa abordagem não convencional dos dragões com certeza é o que mais se destaca na história criada por Alexandre. Apesar de ser uma ficção, há muito de realidade, fatos históricos e mecânica na narração. Passamos pela mitologia, pelas tradições, pelas superstições e enfim chegamos ao científico dessas criaturas. Entre o contexto de um mundo que enfrenta guerras – e as evoluções tecnológicas causadas por elas –, os dragões são explorados como armas e escravizados dentro de sua natureza ainda não compreendida. Apesar de todos os fatos “reais” que nos são apresentados no livro, a magia está ali, envolta na vida de Jhonatan Rose, aquele que o destino levou a se dedicar e a salvar os dragões da própria humanidade. Acompanhamos sua vida desde a infância pacífica nos campos da Inglaterra, e assistimos aos momentos decisivos e os passos que ele escolheu dar a partir deles – e que acabaram por trazê-lo para o Brasil.
Alexandre conseguiu equilibrar perfeitamente nessa história a fantasia com o que poderia ser fato, revelando-nos um novo panorama do nosso próprio mundo nas primeiras décadas do século XX. E, o que é mais importante, nos fazendo acreditar nela. Ainda, o paralelo e o contraste não ficam apenas no quesito sobrenatural vs. realidade: temos a cultura, as tradições, as crenças de todo um povo que há centenas de anos se dedicou a essas criaturas fantásticas. Todas as maldades que o ser humano consegue fazer estão ali – desde crianças desconsiderando outras por seu status social até a insensatez de vidas perdidas em batalhas. Mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar de pensar em como seria incrível existir dragões no mundo. E, convenhamos, não seria fantástico poder torcer por nossos campeões em um Dragão de Vapor?
Sou mais da fantasia relacionada à magia do que a do steampunk, mas como recusar ler um livro que fala sobre dragões? Foi com o conhecimento apenas de que O anatomista de dragões era um livro que relacionava esses dois elementos que o Alexandre me entregou o original para uma leitura crítica.
Eu não sabia o que esperar dele, e no fim me surpreendi! Em nossa convivência na Academia de Letras de Foz e no gosto em comum por literatura fantástica, já tínhamos conversado bastante sobre o assunto escrever fantasia, buscar um conteúdo que não fosse mais o mesmo. Também já fazia um tempo que ele me mostrava as ilustrações e explicava algumas coisas sobre como seriam os dragões caso fossem animais de verdade. Mas eram apenas partes soltas. Foi preciso estar dentro do contexto da vida de Jhonatan Rose para que toda a magia da leitura acontecesse. Porque o que faz a fantasia de verdade não são os elementos fantásticos, mas como o humano lida com tudo isso. Alexandre soube conduzir seus personagens com maestria: não ficamos fascinados pelos dragões, mas sim pela cultura de um povo que se dedica a eles, com as guerras nas quais lanceiros são heróis, pelo como essas criaturas estão tão emaranhadas com fatos históricos reais e mitologias antigas.
E o extra: dragões nas Cataratas do Iguaçu! Como, onde e quando um livro falaria de dragões nas Cataratas?! Há tanta reclamação no mundo da fantasia brasileira sobre não incluirmos elementos folclóricos locais, mas… Por que não dragões voando por entre as quedas em busca de comida e agarrando-se nos rochedos para descansarem? Ficou incrível! Enquanto Jhonatan se fascina com essa maravilha da natureza – que para nós de Foz é habitual como se fosse o nosso quintal de casa –, nos fascinamos com a possibilidade de aquele cenário abrigar essas criaturas fantásticas. Desde já, esperando pelo filme, só para poder compartilhar com o mundo o visual e a poesia disso.
Dentre todo o dito aqui, só me resta agradecer ao Alexandre por essa nova visão que agora eu tenho dos dragões.
E você, caro(a) leitor(a) que se aventurou a ler este prefácio, acha que dragões são feitos de pura imaginação? Então se prepare para acompanhar as descobertas do anatomista e mudar completamente a sua forma de pensar!
Lhaisa Andria.
Por enquanto o livro só está disponível em Ebook, mas em breve sairá impresso.
O Anatomista de Dragões
Sinopse:
Imagine um mundo onde os dragões eram animais comuns, porém toda a lenda e mistérios estão envoltos sobre eles. Este é o mundo onde o biólogo Jhonatan Rose dedica sua vida a compreender e a respeitar esses seres, e chega à conclusão de quem são os verdadeiros monstros.
No Skoob
Sobre:
Como seria o nosso mundo se os dragões realmente existissem? Os trataríamos como seres fantásticos ou como animais de força bruta? Como faríamos uso de suas inúmeras habilidades? Usaríamos cada uma delas para o bem ou para o mal? O quanto temeríamos e o quanto exploraríamos essas criaturas em nosso benefício?
Essa abordagem não convencional dos dragões com certeza é o que mais se destaca na história criada por Alexandre. Apesar de ser uma ficção, há muito de realidade, fatos históricos e mecânica na narração. Passamos pela mitologia, pelas tradições, pelas superstições e enfim chegamos ao científico dessas criaturas. Entre o contexto de um mundo que enfrenta guerras – e as evoluções tecnológicas causadas por elas –, os dragões são explorados como armas e escravizados dentro de sua natureza ainda não compreendida. Apesar de todos os fatos “reais” que nos são apresentados no livro, a magia está ali, envolta na vida de Jhonatan Rose, aquele que o destino levou a se dedicar e a salvar os dragões da própria humanidade. Acompanhamos sua vida desde a infância pacífica nos campos da Inglaterra, e assistimos aos momentos decisivos e os passos que ele escolheu dar a partir deles – e que acabaram por trazê-lo para o Brasil.
Alexandre conseguiu equilibrar perfeitamente nessa história a fantasia com o que poderia ser fato, revelando-nos um novo panorama do nosso próprio mundo nas primeiras décadas do século XX. E, o que é mais importante, nos fazendo acreditar nela. Ainda, o paralelo e o contraste não ficam apenas no quesito sobrenatural vs. realidade: temos a cultura, as tradições, as crenças de todo um povo que há centenas de anos se dedicou a essas criaturas fantásticas. Todas as maldades que o ser humano consegue fazer estão ali – desde crianças desconsiderando outras por seu status social até a insensatez de vidas perdidas em batalhas. Mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar de pensar em como seria incrível existir dragões no mundo. E, convenhamos, não seria fantástico poder torcer por nossos campeões em um Dragão de Vapor?
Sou mais da fantasia relacionada à magia do que a do steampunk, mas como recusar ler um livro que fala sobre dragões? Foi com o conhecimento apenas de que O anatomista de dragões era um livro que relacionava esses dois elementos que o Alexandre me entregou o original para uma leitura crítica.
Eu não sabia o que esperar dele, e no fim me surpreendi! Em nossa convivência na Academia de Letras de Foz e no gosto em comum por literatura fantástica, já tínhamos conversado bastante sobre o assunto escrever fantasia, buscar um conteúdo que não fosse mais o mesmo. Também já fazia um tempo que ele me mostrava as ilustrações e explicava algumas coisas sobre como seriam os dragões caso fossem animais de verdade. Mas eram apenas partes soltas. Foi preciso estar dentro do contexto da vida de Jhonatan Rose para que toda a magia da leitura acontecesse. Porque o que faz a fantasia de verdade não são os elementos fantásticos, mas como o humano lida com tudo isso. Alexandre soube conduzir seus personagens com maestria: não ficamos fascinados pelos dragões, mas sim pela cultura de um povo que se dedica a eles, com as guerras nas quais lanceiros são heróis, pelo como essas criaturas estão tão emaranhadas com fatos históricos reais e mitologias antigas.
E o extra: dragões nas Cataratas do Iguaçu! Como, onde e quando um livro falaria de dragões nas Cataratas?! Há tanta reclamação no mundo da fantasia brasileira sobre não incluirmos elementos folclóricos locais, mas… Por que não dragões voando por entre as quedas em busca de comida e agarrando-se nos rochedos para descansarem? Ficou incrível! Enquanto Jhonatan se fascina com essa maravilha da natureza – que para nós de Foz é habitual como se fosse o nosso quintal de casa –, nos fascinamos com a possibilidade de aquele cenário abrigar essas criaturas fantásticas. Desde já, esperando pelo filme, só para poder compartilhar com o mundo o visual e a poesia disso.
Dentre todo o dito aqui, só me resta agradecer ao Alexandre por essa nova visão que agora eu tenho dos dragões.
E você, caro(a) leitor(a) que se aventurou a ler este prefácio, acha que dragões são feitos de pura imaginação? Então se prepare para acompanhar as descobertas do anatomista e mudar completamente a sua forma de pensar!
Lhaisa Andria.
O segundo lançamento é o volume 4 da Serie Almakia ( <3 )

Sinopse:
Enquanto ainda tentam descobrir se podem confiar na Senhora da Capital do Fogo, Garo-lin precisa desviar seu foco do futuro e olhar para o passado, para entender onde começam as raízes daqueles que até então ditavam o rumo de Almakia. Sob o comando do Almaki puro, a vilashi e os Novos Dragões se unem para tentar resgatar antigos aliados e lutar contra algo maior do que o orgulho dos almakins. Nas consequências de seus atos, resta saber se almakins continuarão governando o Domínio ou se haverá apenas a destruição do coração de Almakia.
No Skoob
Sobre:
Em Domínio de Almaki, a autora não somente finaliza a série como cria uma nova era para Almakia e todos os almakins. Fechando todas as pontas desse mundo que vem sendo ampliado desde o primeiro livro, agora as peças que faltavam se encaixam, revelando todo o passado do Domínio. Toda a mudança exige perdas, e agora Garo-lin e os Dragões sabem dos sacrifícios que foram feitos para que eles pudessem estar onde chegaram, e também terão que fazer suas próprias escolhas para completarem suas missões como aqueles que ditarão o futuro de Almakia.
Sinopse:
Enquanto ainda tentam descobrir se podem confiar na Senhora da Capital do Fogo, Garo-lin precisa desviar seu foco do futuro e olhar para o passado, para entender onde começam as raízes daqueles que até então ditavam o rumo de Almakia. Sob o comando do Almaki puro, a vilashi e os Novos Dragões se unem para tentar resgatar antigos aliados e lutar contra algo maior do que o orgulho dos almakins. Nas consequências de seus atos, resta saber se almakins continuarão governando o Domínio ou se haverá apenas a destruição do coração de Almakia.
No Skoob
Sobre:
Em Domínio de Almaki, a autora não somente finaliza a série como cria uma nova era para Almakia e todos os almakins. Fechando todas as pontas desse mundo que vem sendo ampliado desde o primeiro livro, agora as peças que faltavam se encaixam, revelando todo o passado do Domínio. Toda a mudança exige perdas, e agora Garo-lin e os Dragões sabem dos sacrifícios que foram feitos para que eles pudessem estar onde chegaram, e também terão que fazer suas próprias escolhas para completarem suas missões como aqueles que ditarão o futuro de Almakia.
Não li nada referente ao primeiro livro, mas tive o prazer de conhecer um pouco de Almakia através do primeiro livro e não vejo a hora de conseguir ler os demais. Não se esqueçam de dizer o que acharam dos livros. Beijos de La Fleur Liz.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Lançamentos Selo Lumus!
Olá pessoal! Espero que todos estejam bem. Hoje venho trazer uma ótima noticia. Os livros do Selo Lumus já podem ser comprados!!! A versão física em pre-venda ( lançamento previsto para 31 de Julho ).
Eles podem ser adquiridos na loja virtual da editora ou com as autoras. Todos os links estão nesse link : Selo Lumos - Comprar Lançamentos
Para quem ainda não conhece o Selo Lumus que pertence a Editora Modo, assista ao vídeo para entender melhor do que se trata ( adorei esse vídeo )
Acesse também ao link : LAP 14 Anos!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Nefilins: Deuses
Olá pessoal! Recebi um e-mail da Dirlene Rezende avisando que o ebook do seu livro Nefelins: Deuses já esta a venda na amazon e é logico que eu não podia deixar de contar para vocês rsrsrs.
Link para compra do livro: Ebook Nefelins: Deuses
Link para compra do livro: Ebook Nefelins: Deuses
Nefilins seriam anjos ou demônios?
Trata-se de uma raça intermediária entre humanos e seres considerados deuses, os Elohim. Após Leonna descobrir-se uma nefilin, descobre também vários segredos sobre a origem da humanidade que acreditava ser somente crenças ou mitologia, mas que foi mudada com o tempo a fim de esconder a existência desses nefilins. Segredos que podem alterar qualquer ideia sobre a origem humana. Ela vai até ao passado e se depara com sua existência anterior, quando foi uma poderosa nefilin que havia sido exilada, e passa a entender o motivo de seu retorno a este mundo, sua missão, deter seu tio, o último Elohim, que manipula a humanidade, só assim libertaria seu povo do castigo eterno fazendo coexistirem as raças Elohim e Nefilin entre os humanos, recomeçando juntos rumo à jornada que os levariam a ser realmente anjos. Eis apenas uma escolha a qual Leonna não poderia imaginar - perdoar alguém que havia lhe causado tanto mal ou dar uma chance a um novo amor.
Se já leram não esqueçam de deixar a opinião de vocês nos comentários. Beijos de la Fleur!
quarta-feira, 27 de maio de 2015
#Divulgação A Saga de Um Andarilho Pelas Estrelas
Recebi esses dias um e-mail com a sinopse e a primeira parte do livro A Saga de Um Andarilho Pelas Estrelas.
Um dos sonetos :
Trecho do livro:
Num amplo salão azul, de uma única porta cor de abóbora e nenhuma janela, muitos jornalistas se amontoavam.
- Por favor, conte-nos como foi sua viagem ao espaço?
Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco)
Um dos sonetos :
Andarilho da estrela cintilante
Por onde vai sozinho em pensamento,
Fugindo dessa terra de tormento,
Sem paradeiro certo, triste errante?
E procurar o que no firmamento,
Que aqui não encontrou sonho distante
Nenhum outro arrojado viajante?
Volta! Nada se perde com o tempo...
“Felicidade quis, sim, encontrar
Nesse vasto universo, de numerosas,
Infinitas estrelas, não hei de errar!
Mas ilusão desfez-se em nebulosas,
Tão longe descobri tarde demais:
Meu amor deste lugar partiu jamais!”
Trecho do livro:
Num amplo salão azul, de uma única porta cor de abóbora e nenhuma janela, muitos jornalistas se amontoavam.
- Por favor, conte-nos como foi sua viagem ao espaço?
- Diga-nos como ficou tanto tempo sem comida e água?
- Disseram que você não se alimenta. É verdade?
- E o relógio? Por que você não se separa de um relógio?
- Como foi viajar pelas estrelas?
- Me desculpem, mas eu preciso fazer um apelo à humanidade.
- Apelo? Depois o senhor faz. Responda primeiro às nossas perguntas.
- Eu preciso contar a todos o que eu vi. É muito importante.
- Haverá muito tempo para isso. As autoridades estão preparando para amanhã a ocasião para que você dê uma declaração pública, que será em praça pública e transmitida para todo o mundo. Mas antes nos responda!
- As autoridades, sempre as autoridades! Por que não me deixam falar logo de uma vez! Começo a duvidar de que as autoridades estejam sendo sinceras.
- Você acabou de sair da quarentena. Depois dessa entrevista, você terá sua chance de falar o que você bem entender para a humanidade. Por isso, conte-nos agora como foi sua viagem pelo espaço. Além do mais, tudo o que você disser será publicado e televisionado!
- Você disse tudo o que eu falar será publicado e televisionado?
- Sim. E ao vivo!
- Bom, então eu respondo. O que vocês querem saber?
- Tudo. Tim-tim por tim-tim.
- Então, sou todo ouvidos.
- Desde que voltou ao planeta Terra, você se tornou muito famoso. O que você acha das pessoas que se manifestaram por sua liberdade.
- Eu queria agradecê-las.
- Sim, você é muito popular, pensa em se candidatar a algum cargo político?
- Não, de modo algum!
- Desculpa-me, mas farei uma pergunta um pouco indelicada. Você é mesmo um ser humano?
- Em partes. Depende do que você entende por ser humano. O que é um ser humano?
- Como assim, o que é um ser humano? Um ser humano é um ser... é um ser... é um ser humano! Sei lá, um indivíduo pertencente à nossa espécie... Na verdade, gostaria de saber se você é daqui ou se é um alienígena, essas coisas... Você é da Terra, um terráqueo como nós?
- Tudo indica que sim, até que me provem o contrário. Sou um terráqueo, porque nasci na Terra.
- Qual é o seu nome?
- Por favor, sou apenas o Andarilho das Estrelas.
- Andarilhos das Estrelas?!
- Sim. Sou um andarilho, das estrelas.
- Você não tem nome? (Todos riem).
- Não importa, sou o Andarilho das Estrelas apenas. E isso é tudo o que vocês devem saber sobre mim. O Universo é maior.
- Disso ninguém tem dúvidas. (Risos). Como é então lá em cima, no Universo?
- Lá em cima? O entrevistado fez um gesto de incompreensão, e depois acrescentou: O senhor já viu estas fotos coloridas de nebulosas, galáxias, supernovas etc., tiradas por telescópios espaciais?
- Sim.
- Eu diria que é muito mais maravilhoso.
- É mesmo? E o que você viu de tão maravilhoso, exatamente?
- É difícil dizer o que é mais maravilhoso. Tudo é muito bonito. Para não deixar você sem resposta, eu diria que as imensas cataratas de estrelas cadentes são lindas demais. No entanto, como não mencionar a música que toca entre as estrelas ou os versos do multiverso?... Na verdade, é difícil escolher o mais maravilhoso. Lamento, sua pergunta não pode ser respondida.
- Ainda não entendo qual o problema de falar seu nome? Afinal, todos nós queremos chamar você por seu nome!
- Que importa um nome? Eu continuaria o mesmo independente do nome que tenho. Além disso, a minha vida aqui na Terra, como a da maioria das pessoas, sempre foi tão vulgar e encoberta pelo anonimato das multidões, que meu nome é também indiferente. A diferença é que um dia eu deixei nossa querida Terra para viajar pelo espaço sideral. Então eu me tornei um andarilho, errando pelas estrelas do Universo. Vejam bem, por que vocês jornalistas, ciosos que são, estão me entrevistando? Qual o interesse das emissoras de televisão, que pagam os seus salários, senão fatos? Não é sobre mim que vocês querem saber. É sobre o Universo. Sinceramente, a vida banal de um cidadão comum não vende jornais.
- Antes dessa sua viagem espacial, você já havia viajado muito por outros lugares do mundo?
- Não. Nunca saí de minha cidade.
Todos os jornalistas, que eram centenas, se admiraram com essa resposta.
- Nunca saiu de sua cidade?
- Nunca.
- E por que saiu do planeta?
Essa pergunta provocou risos também.
- Porque eu quis abstrair de mim a minha humanidade, ou melhor, quis me tornar abstrato.
A resposta do Andarilho das Estrelas provocou uma reação de surpresa e incompreensão.
- Me perdoa, mas não entendi o que você quis dizer. Como assim, se tornar abstrato? Isso não faz sentido. Em primeiro lugar, o que você entende por “abstrato”?
- Ora, o sentido que se dá a palavra abstração, isto é, um elemento reduzido, separado, e que é generalizado.
- O quê? Por favor, explique melhor, está muito confuso.
- Significa abstrair de uma abstração...
O embaraço aumentava conforme o Andarilho das Estrelas respondia as questões dos jornalistas ávidos por notícias e não por respostas demasiadamente vagas. Afinal, quem é este Andarilho das Estrelas? Ele esteve onde nunca nenhum outro ser humano sonhou um dia chegar e ainda assim não sabemos nada sobre ele, nem o seu nome. Depois justifica uma viagem sem precedentes históricos e de proporção interplanetária com uma explicação, no mínimo, sem sentido!
Analisemos mais detidamente a fisionomia desse estranho personagem para ver se descobrimos algum traço notável de sua personalidade. Aparentemente, nada indica algo incomum nele. Porém, se prestarmos bastante atenção em seu olhar... No seu olhar pode se observar alguma coisa do Universo, um pouco do brilho das estrelas, uma substância, talvez, de origem melancólica, o próprio éter, cuja essência infinita é o imponderável.
De fato, nenhum dos jornalistas duvidava de sua jornada no espaço; sobretudo, quando os telescópios detectaram sua presença no limiar do sistema solar em rota direta de colisão com a Terra. Notícia alarmante, que provocou verdadeiro pavor, porque o Andarilho das Estrelas foi inicialmente confundido com um asteroide. Quando, entretanto, os astrônomos declararam que o corpo celeste detectado não era senão um corpo humano, o mundo então respirou aliviado. Na ocasião, inclusive, um cientista saiu de um observatório dançando e pulando tão enlouquecido, que acabou por cair em um bueiro de esgoto que alguém imprudentemente esqueceu aberto. Para sua felicidade, os ferimentos foram leves. Mas passado o susto inicial da confusão com um asteroide, o mundo inteiro se perguntava intrigado como podia um ser humano estar nos limites do sistema solar. As hipóteses se multiplicavam. Alguns questionavam, não sem fundamentos, se o Andarilho das Estrelas não seria antes um extraterrestre. Alarmados, outros anunciaram uma invasão alienígena iminente. E os adeptos das teorias da conspiração afirmavam que o caso expunha provas concretas de um experimento científico realizado com cobaias humanas lançadas ao espaço e desenvolvido por organizações que almejavam dominar o mundo. Logo, sabichões de todos os cantos do planeta se reuniram emergencialmente num congresso internacional onde passaram a discutir e analisar as evidências por dias a fio. Por fim, vieram a publico apresentar suas conclusões. Declaravam que, em primeiro lugar, “o objeto espacial que se localiza nos confins do sistema solar é realmente um ser humano do gênero e da espécie homo sapiens sapiens” e, em segundo lugar, “que ignoravam completamente como um indivíduo da referida espécie havia parado num ambiente inapropriado à vida humana”.
Ao se aproximar o Andarilho das Estrelas da estratosfera terrestre, o resgate não podia causar mais comoção. Maravilhado, o mundo inteiro parou para assisti-lo entrar na Terra como uma estrela cadente, riscando o céu de ponta a ponta num rastro luminoso para, em seguida, descer suavemente no mar. A operação de busca, que se procedeu, assemelhou-se a uma verdadeira mobilização de guerra. Nunca se viu tantos helicópteros, jatos, tanques, navios porta-aviões e tantas outras geringonças juntas rumando para um só lugar. As emissoras de televisão suspenderam toda a programação diária para noticiar integralmente o acontecimento extraordinário. Nos telejornais, os repórteres relatavam o sucedido: “Nesta manhã, o homem que estava no espaço aterrissou sem maiores transtornos no meio do oceano Pacífico e foi resgatado para a terra em segurança”. Outros reportavam a seu estado de saúde: “O homem do espaço passa bem, apesar de visivelmente abatido”. E alguns descreviam sua aparência: “Ele tem barbas longas, cabelos compridos e desgrenhados, roupas puídas e rasgadas... mais parece um náufrago, um náufrago das estrelas”. Notícias como essas se intercalavam ao longo das horas, ininterruptamente, e, no dia seguinte, a humanidade ainda estava de ressaca pelos acontecimentos da véspera. Finalmente, a fisionomia do Andarilho das Estrelas, com expressão assustada e olhos esbugalhados, estampou, numa foto memorável, a primeira página dos grandes jornais do mundo inteiro.
Neste ínterim, uma agência secreta de algum governo deteve o Andarilho das Estrelas e o transportou para uma dessas bases ainda mais secretas, onde o submeteram a intenso interrogatório. De acordo com informações extraoficiais, o viajante espacial portava consigo apenas uma bagagem de mão, com alguns pertences pessoais, como um livro, um caderno, um espelho, uma lanterna, uma caneta e uma bituca de cigarro, além de uma estranha máquina portátil, construída com uma tecnologia desconhecida, e que foram expostos a testes de radiação. Depois disso, durante dias não se teve notícias dele. E as pessoas movidas, talvez, pela curiosidade, passaram a se interrogar por que o prenderam e não o soltavam. Nas ruas, na linha de produção, nos escritórios, nas escolas, nos botecos, nos restaurantes, nas casernas, enfim, na sala de jantar, todos queriam saber do paradeiro daquele que ocupou por um curto lapso de tempo a atenção do planeta. Mesmo diante de tanta repercussão, a tal agência secreta mostrava-se irredutível à opinião pública e sonegava a menor informação. Entretanto, estava em andamento um fenômeno sociológico inexplicável – do qual será explicitado adiante – que foi decisivo para a libertação condicional do Andarilho das Estrelas. Aliás, decisão bastante ardilosa, pois, diante do silêncio do prisioneiro, a agência secreta poderia obter as informações, por meio da imprensa e de uma declaração pública, desejada pelo próprio Andarilho das Estrelas, que em vão tentavam pela força.
E aqui chegamos ao salão azul, com uma porta cor de abóbora e sem janelas, de onde, como vimos, transcorria a coletiva de imprensa. Quando os jornalistas foram finalmente autorizados a entrevistar o Andarilho das Estrelas, houve um verdadeiro frenesi, semelhante a estas liquidações de começo de ano. Jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa corriam freneticamente carregados de uma parafernália de equipamentos, fios, microfones, pelos corredores de acesso ao referido salão. É bem verdade também que o local escolhido para a entrevista era completamente inadequado, pela ausência de ventilação. Mal cabia tanta gente lá dentro, que, devido à superlotação, ficava apertado, apesar de amplo. Muitas discussões tomaram lugar, pois os jornalistas disputavam cadeiras, e, na falta delas, sentavam no chão. Não foram poucas as pessoas que passaram mal, sufocadas. Houve ainda quem foi nocauteado durante o tumulto, provavelmente, por um microfone afoito. Além disso, os jornalistas reclamavam, às vezes, aos gritos, do tratamento concedido à imprensa, alegando que as autoridades agiam intencionalmente com extrema truculência no intuito impedir a livre balbúrdia informativa. Ou seja, denunciavam um flagrante desrespeito à liberdade de expressão. Fato que foi amplamente desmentido pelas mesmas autoridades! Para complicar ainda mais a situação já complicada, um dos jornalistas ouviu, segundo ele próprio, de uma de suas fontes, um funcionário do governo, que o Andarilho das Estrelas não era humano. Informação que surtiu o efeito de um verdadeiro estouro de boiada, tumultuando ainda mais as condições em si caóticas. Lá dentro, todos falavam ao mesmo tempo, e foi muito difícil estabelecer o silêncio no local. Jornalistas foram retirados à força por apresentarem conduta inadequada, de acordo com nota divulgada pela organização da coletiva de imprensa. Outros caíram e foram pisoteados. Alguém desacatou alguma autoridade e foi preso. Quando, na medida do possível, a confusão foi finalmente contida, o Andarilho das Estrelas foi conduzido até o centro de uma mesa coberta por microfones. Quase não se via seu rosto, a essa altura barbeado e com os cabelos raspados, atrás de uma pilha de microfones amontoados. Ao seu lado, sentaram-se os famigerados agentes secretos, todos vestidos de modo idêntico, com terno preto, gravata preta e óculos escuros. Enfim, deram início à entrevista. As primeiras palavras do viajante espacial foram impactantes. Disse ele calmamente: “Bom dia a todos. Eu viajei por todos os rincões deste Universo; travei contato com seres obscuros, muito embora conheci civilizações que fazem da humanidade parecer um formigueiro de formigas desmioladas!” Foi uma algazarra total, os repórteres gritavam: “Conte-nos sobre eles!”; “Eu quero saber!”; “Como eles eram?”, “Se parecem conosco?” etc., etc., etc.
Mas deixemos a coletiva de imprensa por enquanto. Nada se compara ao caos que tomou lugar nas ruas durante o período de “quarentena” e que denominamos de “fenômeno sociológico inexplicável”. Diante do mal-estar causado pelo episódio relatado anteriormente ao parágrafo acima, pessoas que não se conheciam passaram a se reunir em grupos manifestando repúdio à prisão do Andarilho das Estrelas, considerada, por elas, “arbitrária, ilegal e um atentado aos direitos individuais da pessoa humana”, exigindo assim a soltura imediata do prisioneiro. A princípio, era apenas meia dúzia mas, com o passar dos dias e por meio das redes sociais de computadores conectados à internet, tornou-se uma bola de neve. Em pouco tempo, se formou uma grande multidão, munida de cartazes, bandeiras, faixas, a entoar canções de guerra, gritos de ordem, que se espalhou pelas ruas como uma epidemia incontrolável. Assembleias eram organizadas nas ruas, ocasião em que oradores de plantão, sob aplausos intensos, incendiavam os ânimos já bastante exaltados. Anônimos viraram celebridades de um dia para outro e concediam, envaidecidos, entrevistas para a televisão, embora muito poucos expusessem argumentos dignos de nota. Nessa toada, porém, o movimento só crescia e depois de muitos debates, os manifestantes decidiram se agrupar diante das sedes dos principais governos envolvidos com a operação de resgate e lá permaneceram acampados. À medida que o tempo passava, sem o menor sinal de boa vontade das autoridades responsáveis, que fingiam nada acontecer e, por isso, não aceitavam discutir uma saída para o impasse, as circunstâncias se tornaram mais e mais críticas e os protestos, violentos. Mascarados ateavam fogo no que encontravam e jogavam pedras nas forças de segurança, acionadas para conter os excessos e atos de vandalismo. Não foi suficiente, pois estas tiveram de recuar muitas vezes. E assim, os confrontos se repetiram por dias seguidos. De um lado, bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, tiros de bala de borracha; e, de outro, paus, pedras, fogo, gritos. Surgiram então os heróis e mártires da repressão. Milagrosamente, apesar da intensidade dos conflitos, ninguém se feriu gravemente.
Por algum mistério, a prisão injustificada do viajante das estrelas serviu de pretexto para aflorar uma grande insatisfação em todos os habitantes do globo terrestre. É bastante provável que aquelas pessoas queriam ouvi-lo e, frustradas com os episódios que se seguiram, sentiram-se afrontadas mais uma vez perante a insolência de uma minoria que toma decisões independentemente da consulta de todos. Porém, não parou por aí. Outros agrupamentos, de pessoas aparentemente indiferentes a demandas relativas à liberdade civil, mas contagiadas pelo calor das passeatas, passaram a caminhar a esmo, arrebanhando outros grupos, que se somavam por onde passavam. De repente, milhares se uniam descontentes com as mazelas do cotidiano e apresentavam uma série de reivindicações contra a carestia, o aumento das passagens de ônibus, a inflação, as péssimas condições da saúde pública etc. Imagens aéreas captavam cenas impressionantes de um mundo de gente avançando como um tsunami em direção das grandes capitais. Um pequeno incidente, definido, talvez, como de segurança nacional ou mundial, transformou-se numa avalanche de revoltas pelo mundo afora. Os governos, surpreendidos, foram obrigados abrir negociações com os líderes dos protestos e deliberaram a libertação do Andarilho das Estrelas e mais a promessa de montarem em praça pública um palco onde aquele poderia emitir suas opiniões a respeito de sua jornada interestelar: o seu “apelo à humanidade”. Enfim, as manifestações foram suspensas. Mas ninguém voltou para casa. Um bater de asas de uma borboleta, e eis um furacão. De fato, e é até estranho, mas quando o Andarilho das Estrelas se chocou na atmosfera terrestre, iluminando o céu, muita gente, secretamente, fez um pedido...
É neste pé em que estávamos antes de explicar os antecedentes da entrevista que está sendo realizada no salão azul, que, como vocês já sabem, tem uma porta cor de abóbora e nenhuma janela. Mas onde havíamos deixado a entrevista mesmo? Ah, sim, no momento em que o Andarilho das Estrelas dizia que queria se tornar uma abstração. Nada mais intrigante, não? Vamos ouvi-lo:
- Como assim, disse um jornalista, não é possível abstrair a humanidade de um ser humano? A menos que você realmente não seja humano. (Risos).
- Em pensamento é possível sim. Não só em pensamento, mas também no mundo real, dos fatos, como se costuma dizer. Somos reduzidos a abstrações diariamente, separados de nós mesmos, através de algo geral que supostamente nos representa. Pode ser uma senha, um número, um registro, uma assinatura, um nome. Tudo no nosso mundo é organizado por noções abstratas e gerais, como o tempo, as normas, os códigos, os prazos, que enchem as nossas cabeças e os papéis nas escrivaninhas. Isto quando não somos apenas estatísticas nos indicadores sociais. Nossa vida inteira é apagada, substituída e representada por uma realidade imaterial mais importante que nossa própria vida! E daí aquilo que parece verdade é dissimulado e falso, porém, efetivo. Então, eu pergunto: o que é ser ser humano ou o que é o humano? Para encurtar a história, eu não sou um ser humano completamente!
- Ah, então você realmente é um ET? Eu sabia!
- Não, também não sou um ET, porque nasci na Terra e, tecnicamente falando, parceiro, quem nasce na Terra não pode ser um extraterrestre. Vou tentar me fazer entender. Há milhares de anos, os nômades costumavam olhar o céu e sabiam o momento da noite em que caem mais estrelas-cadentes. Também seguiam a rota sinuosa dos planetas e quando a posição de uma constelação significava o dia da partida. Os agricultores, da mesma forma, também conheciam o céu que comunicava a estação do plantio ou da colheita. Ao contrário, hoje, jamais olhamos o céu – poluído, por sinal. Por isso, decidi partir. Queria ver as estrelas de perto, a Lua, os planetas... Então, na verdade, eu me abstraí de minha humanidade abstrata para descobrir se havia alguma coisa real em mim.
- Profundo, mas não entendi nada. (Risos) Você está criticando a modernidade, quer voltar para trás, é isso?
- Não. Na verdade, ir para frente é voltar para trás, descobrir o passado é engendrar o futuro. Por isso, antes de partir, eu sentia uma profunda insatisfação com o mundo do jeito que ele é. Para renunciar totalmente à minha humanidade, eu precisava abdicar totalmente da minha existência no planeta Terra; não da minha vida.
- O que você está querendo nos dizer? Por favor, seja menos evasivo.
- Está bem, preste atenção! O mundo parou para assistir a minha chegada ao planeta Terra, não é? (Eu não esperava tanto, se bem que devo admitir que as pessoas adoram uma novidade). Contudo, quem se preocupa ou muda sua rotina com a notícia de mais uma guerra ou da fome de milhares de seres humanos pelo mundo? Nem parece que todas essas coisas acontecem com nossos vizinhos. Parece mais uma realidade de outro mundo, distante de nós. Tudo é tão banalizado e abstrato. Temos até tribunais para julgar crimes de guerra quando, na verdade, não há guerra que não seja um crime contra a humanidade!
Se gostaram e querem ler a continuação, o livro está a venda em livrarias e na loja da Multifoco. Beijos de La Fleur!
- Disseram que você não se alimenta. É verdade?
- E o relógio? Por que você não se separa de um relógio?
- Como foi viajar pelas estrelas?
- Me desculpem, mas eu preciso fazer um apelo à humanidade.
- Apelo? Depois o senhor faz. Responda primeiro às nossas perguntas.
- Eu preciso contar a todos o que eu vi. É muito importante.
- Haverá muito tempo para isso. As autoridades estão preparando para amanhã a ocasião para que você dê uma declaração pública, que será em praça pública e transmitida para todo o mundo. Mas antes nos responda!
- As autoridades, sempre as autoridades! Por que não me deixam falar logo de uma vez! Começo a duvidar de que as autoridades estejam sendo sinceras.
- Você acabou de sair da quarentena. Depois dessa entrevista, você terá sua chance de falar o que você bem entender para a humanidade. Por isso, conte-nos agora como foi sua viagem pelo espaço. Além do mais, tudo o que você disser será publicado e televisionado!
- Você disse tudo o que eu falar será publicado e televisionado?
- Sim. E ao vivo!
- Bom, então eu respondo. O que vocês querem saber?
- Tudo. Tim-tim por tim-tim.
- Então, sou todo ouvidos.
- Desde que voltou ao planeta Terra, você se tornou muito famoso. O que você acha das pessoas que se manifestaram por sua liberdade.
- Eu queria agradecê-las.
- Sim, você é muito popular, pensa em se candidatar a algum cargo político?
- Não, de modo algum!
- Desculpa-me, mas farei uma pergunta um pouco indelicada. Você é mesmo um ser humano?
- Em partes. Depende do que você entende por ser humano. O que é um ser humano?
- Como assim, o que é um ser humano? Um ser humano é um ser... é um ser... é um ser humano! Sei lá, um indivíduo pertencente à nossa espécie... Na verdade, gostaria de saber se você é daqui ou se é um alienígena, essas coisas... Você é da Terra, um terráqueo como nós?
- Tudo indica que sim, até que me provem o contrário. Sou um terráqueo, porque nasci na Terra.
- Qual é o seu nome?
- Por favor, sou apenas o Andarilho das Estrelas.
- Andarilhos das Estrelas?!
- Sim. Sou um andarilho, das estrelas.
- Você não tem nome? (Todos riem).
- Não importa, sou o Andarilho das Estrelas apenas. E isso é tudo o que vocês devem saber sobre mim. O Universo é maior.
- Disso ninguém tem dúvidas. (Risos). Como é então lá em cima, no Universo?
- Lá em cima? O entrevistado fez um gesto de incompreensão, e depois acrescentou: O senhor já viu estas fotos coloridas de nebulosas, galáxias, supernovas etc., tiradas por telescópios espaciais?
- Sim.
- Eu diria que é muito mais maravilhoso.
- É mesmo? E o que você viu de tão maravilhoso, exatamente?
- É difícil dizer o que é mais maravilhoso. Tudo é muito bonito. Para não deixar você sem resposta, eu diria que as imensas cataratas de estrelas cadentes são lindas demais. No entanto, como não mencionar a música que toca entre as estrelas ou os versos do multiverso?... Na verdade, é difícil escolher o mais maravilhoso. Lamento, sua pergunta não pode ser respondida.
- Ainda não entendo qual o problema de falar seu nome? Afinal, todos nós queremos chamar você por seu nome!
- Que importa um nome? Eu continuaria o mesmo independente do nome que tenho. Além disso, a minha vida aqui na Terra, como a da maioria das pessoas, sempre foi tão vulgar e encoberta pelo anonimato das multidões, que meu nome é também indiferente. A diferença é que um dia eu deixei nossa querida Terra para viajar pelo espaço sideral. Então eu me tornei um andarilho, errando pelas estrelas do Universo. Vejam bem, por que vocês jornalistas, ciosos que são, estão me entrevistando? Qual o interesse das emissoras de televisão, que pagam os seus salários, senão fatos? Não é sobre mim que vocês querem saber. É sobre o Universo. Sinceramente, a vida banal de um cidadão comum não vende jornais.
- Antes dessa sua viagem espacial, você já havia viajado muito por outros lugares do mundo?
- Não. Nunca saí de minha cidade.
Todos os jornalistas, que eram centenas, se admiraram com essa resposta.
- Nunca saiu de sua cidade?
- Nunca.
- E por que saiu do planeta?
Essa pergunta provocou risos também.
- Porque eu quis abstrair de mim a minha humanidade, ou melhor, quis me tornar abstrato.
A resposta do Andarilho das Estrelas provocou uma reação de surpresa e incompreensão.
- Me perdoa, mas não entendi o que você quis dizer. Como assim, se tornar abstrato? Isso não faz sentido. Em primeiro lugar, o que você entende por “abstrato”?
- Ora, o sentido que se dá a palavra abstração, isto é, um elemento reduzido, separado, e que é generalizado.
- O quê? Por favor, explique melhor, está muito confuso.
- Significa abstrair de uma abstração...
O embaraço aumentava conforme o Andarilho das Estrelas respondia as questões dos jornalistas ávidos por notícias e não por respostas demasiadamente vagas. Afinal, quem é este Andarilho das Estrelas? Ele esteve onde nunca nenhum outro ser humano sonhou um dia chegar e ainda assim não sabemos nada sobre ele, nem o seu nome. Depois justifica uma viagem sem precedentes históricos e de proporção interplanetária com uma explicação, no mínimo, sem sentido!
Analisemos mais detidamente a fisionomia desse estranho personagem para ver se descobrimos algum traço notável de sua personalidade. Aparentemente, nada indica algo incomum nele. Porém, se prestarmos bastante atenção em seu olhar... No seu olhar pode se observar alguma coisa do Universo, um pouco do brilho das estrelas, uma substância, talvez, de origem melancólica, o próprio éter, cuja essência infinita é o imponderável.
De fato, nenhum dos jornalistas duvidava de sua jornada no espaço; sobretudo, quando os telescópios detectaram sua presença no limiar do sistema solar em rota direta de colisão com a Terra. Notícia alarmante, que provocou verdadeiro pavor, porque o Andarilho das Estrelas foi inicialmente confundido com um asteroide. Quando, entretanto, os astrônomos declararam que o corpo celeste detectado não era senão um corpo humano, o mundo então respirou aliviado. Na ocasião, inclusive, um cientista saiu de um observatório dançando e pulando tão enlouquecido, que acabou por cair em um bueiro de esgoto que alguém imprudentemente esqueceu aberto. Para sua felicidade, os ferimentos foram leves. Mas passado o susto inicial da confusão com um asteroide, o mundo inteiro se perguntava intrigado como podia um ser humano estar nos limites do sistema solar. As hipóteses se multiplicavam. Alguns questionavam, não sem fundamentos, se o Andarilho das Estrelas não seria antes um extraterrestre. Alarmados, outros anunciaram uma invasão alienígena iminente. E os adeptos das teorias da conspiração afirmavam que o caso expunha provas concretas de um experimento científico realizado com cobaias humanas lançadas ao espaço e desenvolvido por organizações que almejavam dominar o mundo. Logo, sabichões de todos os cantos do planeta se reuniram emergencialmente num congresso internacional onde passaram a discutir e analisar as evidências por dias a fio. Por fim, vieram a publico apresentar suas conclusões. Declaravam que, em primeiro lugar, “o objeto espacial que se localiza nos confins do sistema solar é realmente um ser humano do gênero e da espécie homo sapiens sapiens” e, em segundo lugar, “que ignoravam completamente como um indivíduo da referida espécie havia parado num ambiente inapropriado à vida humana”.
Ao se aproximar o Andarilho das Estrelas da estratosfera terrestre, o resgate não podia causar mais comoção. Maravilhado, o mundo inteiro parou para assisti-lo entrar na Terra como uma estrela cadente, riscando o céu de ponta a ponta num rastro luminoso para, em seguida, descer suavemente no mar. A operação de busca, que se procedeu, assemelhou-se a uma verdadeira mobilização de guerra. Nunca se viu tantos helicópteros, jatos, tanques, navios porta-aviões e tantas outras geringonças juntas rumando para um só lugar. As emissoras de televisão suspenderam toda a programação diária para noticiar integralmente o acontecimento extraordinário. Nos telejornais, os repórteres relatavam o sucedido: “Nesta manhã, o homem que estava no espaço aterrissou sem maiores transtornos no meio do oceano Pacífico e foi resgatado para a terra em segurança”. Outros reportavam a seu estado de saúde: “O homem do espaço passa bem, apesar de visivelmente abatido”. E alguns descreviam sua aparência: “Ele tem barbas longas, cabelos compridos e desgrenhados, roupas puídas e rasgadas... mais parece um náufrago, um náufrago das estrelas”. Notícias como essas se intercalavam ao longo das horas, ininterruptamente, e, no dia seguinte, a humanidade ainda estava de ressaca pelos acontecimentos da véspera. Finalmente, a fisionomia do Andarilho das Estrelas, com expressão assustada e olhos esbugalhados, estampou, numa foto memorável, a primeira página dos grandes jornais do mundo inteiro.
Neste ínterim, uma agência secreta de algum governo deteve o Andarilho das Estrelas e o transportou para uma dessas bases ainda mais secretas, onde o submeteram a intenso interrogatório. De acordo com informações extraoficiais, o viajante espacial portava consigo apenas uma bagagem de mão, com alguns pertences pessoais, como um livro, um caderno, um espelho, uma lanterna, uma caneta e uma bituca de cigarro, além de uma estranha máquina portátil, construída com uma tecnologia desconhecida, e que foram expostos a testes de radiação. Depois disso, durante dias não se teve notícias dele. E as pessoas movidas, talvez, pela curiosidade, passaram a se interrogar por que o prenderam e não o soltavam. Nas ruas, na linha de produção, nos escritórios, nas escolas, nos botecos, nos restaurantes, nas casernas, enfim, na sala de jantar, todos queriam saber do paradeiro daquele que ocupou por um curto lapso de tempo a atenção do planeta. Mesmo diante de tanta repercussão, a tal agência secreta mostrava-se irredutível à opinião pública e sonegava a menor informação. Entretanto, estava em andamento um fenômeno sociológico inexplicável – do qual será explicitado adiante – que foi decisivo para a libertação condicional do Andarilho das Estrelas. Aliás, decisão bastante ardilosa, pois, diante do silêncio do prisioneiro, a agência secreta poderia obter as informações, por meio da imprensa e de uma declaração pública, desejada pelo próprio Andarilho das Estrelas, que em vão tentavam pela força.
E aqui chegamos ao salão azul, com uma porta cor de abóbora e sem janelas, de onde, como vimos, transcorria a coletiva de imprensa. Quando os jornalistas foram finalmente autorizados a entrevistar o Andarilho das Estrelas, houve um verdadeiro frenesi, semelhante a estas liquidações de começo de ano. Jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa corriam freneticamente carregados de uma parafernália de equipamentos, fios, microfones, pelos corredores de acesso ao referido salão. É bem verdade também que o local escolhido para a entrevista era completamente inadequado, pela ausência de ventilação. Mal cabia tanta gente lá dentro, que, devido à superlotação, ficava apertado, apesar de amplo. Muitas discussões tomaram lugar, pois os jornalistas disputavam cadeiras, e, na falta delas, sentavam no chão. Não foram poucas as pessoas que passaram mal, sufocadas. Houve ainda quem foi nocauteado durante o tumulto, provavelmente, por um microfone afoito. Além disso, os jornalistas reclamavam, às vezes, aos gritos, do tratamento concedido à imprensa, alegando que as autoridades agiam intencionalmente com extrema truculência no intuito impedir a livre balbúrdia informativa. Ou seja, denunciavam um flagrante desrespeito à liberdade de expressão. Fato que foi amplamente desmentido pelas mesmas autoridades! Para complicar ainda mais a situação já complicada, um dos jornalistas ouviu, segundo ele próprio, de uma de suas fontes, um funcionário do governo, que o Andarilho das Estrelas não era humano. Informação que surtiu o efeito de um verdadeiro estouro de boiada, tumultuando ainda mais as condições em si caóticas. Lá dentro, todos falavam ao mesmo tempo, e foi muito difícil estabelecer o silêncio no local. Jornalistas foram retirados à força por apresentarem conduta inadequada, de acordo com nota divulgada pela organização da coletiva de imprensa. Outros caíram e foram pisoteados. Alguém desacatou alguma autoridade e foi preso. Quando, na medida do possível, a confusão foi finalmente contida, o Andarilho das Estrelas foi conduzido até o centro de uma mesa coberta por microfones. Quase não se via seu rosto, a essa altura barbeado e com os cabelos raspados, atrás de uma pilha de microfones amontoados. Ao seu lado, sentaram-se os famigerados agentes secretos, todos vestidos de modo idêntico, com terno preto, gravata preta e óculos escuros. Enfim, deram início à entrevista. As primeiras palavras do viajante espacial foram impactantes. Disse ele calmamente: “Bom dia a todos. Eu viajei por todos os rincões deste Universo; travei contato com seres obscuros, muito embora conheci civilizações que fazem da humanidade parecer um formigueiro de formigas desmioladas!” Foi uma algazarra total, os repórteres gritavam: “Conte-nos sobre eles!”; “Eu quero saber!”; “Como eles eram?”, “Se parecem conosco?” etc., etc., etc.
Mas deixemos a coletiva de imprensa por enquanto. Nada se compara ao caos que tomou lugar nas ruas durante o período de “quarentena” e que denominamos de “fenômeno sociológico inexplicável”. Diante do mal-estar causado pelo episódio relatado anteriormente ao parágrafo acima, pessoas que não se conheciam passaram a se reunir em grupos manifestando repúdio à prisão do Andarilho das Estrelas, considerada, por elas, “arbitrária, ilegal e um atentado aos direitos individuais da pessoa humana”, exigindo assim a soltura imediata do prisioneiro. A princípio, era apenas meia dúzia mas, com o passar dos dias e por meio das redes sociais de computadores conectados à internet, tornou-se uma bola de neve. Em pouco tempo, se formou uma grande multidão, munida de cartazes, bandeiras, faixas, a entoar canções de guerra, gritos de ordem, que se espalhou pelas ruas como uma epidemia incontrolável. Assembleias eram organizadas nas ruas, ocasião em que oradores de plantão, sob aplausos intensos, incendiavam os ânimos já bastante exaltados. Anônimos viraram celebridades de um dia para outro e concediam, envaidecidos, entrevistas para a televisão, embora muito poucos expusessem argumentos dignos de nota. Nessa toada, porém, o movimento só crescia e depois de muitos debates, os manifestantes decidiram se agrupar diante das sedes dos principais governos envolvidos com a operação de resgate e lá permaneceram acampados. À medida que o tempo passava, sem o menor sinal de boa vontade das autoridades responsáveis, que fingiam nada acontecer e, por isso, não aceitavam discutir uma saída para o impasse, as circunstâncias se tornaram mais e mais críticas e os protestos, violentos. Mascarados ateavam fogo no que encontravam e jogavam pedras nas forças de segurança, acionadas para conter os excessos e atos de vandalismo. Não foi suficiente, pois estas tiveram de recuar muitas vezes. E assim, os confrontos se repetiram por dias seguidos. De um lado, bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, tiros de bala de borracha; e, de outro, paus, pedras, fogo, gritos. Surgiram então os heróis e mártires da repressão. Milagrosamente, apesar da intensidade dos conflitos, ninguém se feriu gravemente.
Por algum mistério, a prisão injustificada do viajante das estrelas serviu de pretexto para aflorar uma grande insatisfação em todos os habitantes do globo terrestre. É bastante provável que aquelas pessoas queriam ouvi-lo e, frustradas com os episódios que se seguiram, sentiram-se afrontadas mais uma vez perante a insolência de uma minoria que toma decisões independentemente da consulta de todos. Porém, não parou por aí. Outros agrupamentos, de pessoas aparentemente indiferentes a demandas relativas à liberdade civil, mas contagiadas pelo calor das passeatas, passaram a caminhar a esmo, arrebanhando outros grupos, que se somavam por onde passavam. De repente, milhares se uniam descontentes com as mazelas do cotidiano e apresentavam uma série de reivindicações contra a carestia, o aumento das passagens de ônibus, a inflação, as péssimas condições da saúde pública etc. Imagens aéreas captavam cenas impressionantes de um mundo de gente avançando como um tsunami em direção das grandes capitais. Um pequeno incidente, definido, talvez, como de segurança nacional ou mundial, transformou-se numa avalanche de revoltas pelo mundo afora. Os governos, surpreendidos, foram obrigados abrir negociações com os líderes dos protestos e deliberaram a libertação do Andarilho das Estrelas e mais a promessa de montarem em praça pública um palco onde aquele poderia emitir suas opiniões a respeito de sua jornada interestelar: o seu “apelo à humanidade”. Enfim, as manifestações foram suspensas. Mas ninguém voltou para casa. Um bater de asas de uma borboleta, e eis um furacão. De fato, e é até estranho, mas quando o Andarilho das Estrelas se chocou na atmosfera terrestre, iluminando o céu, muita gente, secretamente, fez um pedido...
É neste pé em que estávamos antes de explicar os antecedentes da entrevista que está sendo realizada no salão azul, que, como vocês já sabem, tem uma porta cor de abóbora e nenhuma janela. Mas onde havíamos deixado a entrevista mesmo? Ah, sim, no momento em que o Andarilho das Estrelas dizia que queria se tornar uma abstração. Nada mais intrigante, não? Vamos ouvi-lo:
- Como assim, disse um jornalista, não é possível abstrair a humanidade de um ser humano? A menos que você realmente não seja humano. (Risos).
- Em pensamento é possível sim. Não só em pensamento, mas também no mundo real, dos fatos, como se costuma dizer. Somos reduzidos a abstrações diariamente, separados de nós mesmos, através de algo geral que supostamente nos representa. Pode ser uma senha, um número, um registro, uma assinatura, um nome. Tudo no nosso mundo é organizado por noções abstratas e gerais, como o tempo, as normas, os códigos, os prazos, que enchem as nossas cabeças e os papéis nas escrivaninhas. Isto quando não somos apenas estatísticas nos indicadores sociais. Nossa vida inteira é apagada, substituída e representada por uma realidade imaterial mais importante que nossa própria vida! E daí aquilo que parece verdade é dissimulado e falso, porém, efetivo. Então, eu pergunto: o que é ser ser humano ou o que é o humano? Para encurtar a história, eu não sou um ser humano completamente!
- Ah, então você realmente é um ET? Eu sabia!
- Não, também não sou um ET, porque nasci na Terra e, tecnicamente falando, parceiro, quem nasce na Terra não pode ser um extraterrestre. Vou tentar me fazer entender. Há milhares de anos, os nômades costumavam olhar o céu e sabiam o momento da noite em que caem mais estrelas-cadentes. Também seguiam a rota sinuosa dos planetas e quando a posição de uma constelação significava o dia da partida. Os agricultores, da mesma forma, também conheciam o céu que comunicava a estação do plantio ou da colheita. Ao contrário, hoje, jamais olhamos o céu – poluído, por sinal. Por isso, decidi partir. Queria ver as estrelas de perto, a Lua, os planetas... Então, na verdade, eu me abstraí de minha humanidade abstrata para descobrir se havia alguma coisa real em mim.
- Profundo, mas não entendi nada. (Risos) Você está criticando a modernidade, quer voltar para trás, é isso?
- Não. Na verdade, ir para frente é voltar para trás, descobrir o passado é engendrar o futuro. Por isso, antes de partir, eu sentia uma profunda insatisfação com o mundo do jeito que ele é. Para renunciar totalmente à minha humanidade, eu precisava abdicar totalmente da minha existência no planeta Terra; não da minha vida.
- O que você está querendo nos dizer? Por favor, seja menos evasivo.
- Está bem, preste atenção! O mundo parou para assistir a minha chegada ao planeta Terra, não é? (Eu não esperava tanto, se bem que devo admitir que as pessoas adoram uma novidade). Contudo, quem se preocupa ou muda sua rotina com a notícia de mais uma guerra ou da fome de milhares de seres humanos pelo mundo? Nem parece que todas essas coisas acontecem com nossos vizinhos. Parece mais uma realidade de outro mundo, distante de nós. Tudo é tão banalizado e abstrato. Temos até tribunais para julgar crimes de guerra quando, na verdade, não há guerra que não seja um crime contra a humanidade!
Se gostaram e querem ler a continuação, o livro está a venda em livrarias e na loja da Multifoco. Beijos de La Fleur!
domingo, 6 de abril de 2014
Encontro de Leitores ID Editora
Olá pessoal!!! No dia 12 de Abril vai acontecer o Encontro de Leitores Bruxas e Feiticeiras ID Editora!!!
Infelizmente ainda não sei se poderei ir, por isso se alguém tiver certeza de que vai, me avise e me conte depois como foi hein rsrs.
Vai ser na Livraria Saraiva do New Yourk City Center às 15:30
Beijos de La Fleur dy Lis!!!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
O Beijo da Serpente - Melissa de La Cruz ( Editora ID )
Olá pessoal! Tudo bem? Espero que sim. Hoje venho falar sobre um dos lançamentos da Editora ID, O Beijo da Serpente.
1ª edição
Autoria: Melissa de la Cruz
Tradução: Áurea Akemi Arata
ISBN: 9788516091217
368 páginas
445 gramas
14,00 x 20,50 cm
A partir de 14 anos
Sinopse: A sedutora família Beauchamp, apresentada no livro As feiticeiras de East End, um dos best-sellers do New York Times, retorna em O beijo da serpente, com reviravoltas vertiginosas no enredo. Joanna e suas filhas, Ingrid e Freya, começam a se acostumar com a paz recém-descoberta que impera na pequena cidade de North Hampton, Long Island. Acreditam que enfim terão uma rotina normal. Até que tudo vira de cabeça para baixo e elas precisam resgatar suas forças mágicas!Com o sucesso dos livros, Witches of East Endfoi adaptado para uma série de TV no canal norte-americano Lifetime, com um elenco de estrelas encabeçado pela vencedora do Emmy Julia Ormond (Mad Men), Jenna Dewan Tatum (American Horror Story) e Rachel Boston (In Plain Sight).
Sobre a autora: Melissa de la Cruz cresceu em Manila, mudando-se depois com sua família para San Francisco, onde estudou em um colégio de freiras. É formada em história da arte e literatura inglesa pela universidade de Columbia, em Nova York. Hoje é autora de best-sellers consagrados pelo The New York Times e USA Today.
1ª edição
Autoria: Melissa de la Cruz
Tradução: Áurea Akemi Arata
ISBN: 9788516091217
368 páginas
445 gramas
14,00 x 20,50 cm
A partir de 14 anos
Sinopse: A sedutora família Beauchamp, apresentada no livro As feiticeiras de East End, um dos best-sellers do New York Times, retorna em O beijo da serpente, com reviravoltas vertiginosas no enredo. Joanna e suas filhas, Ingrid e Freya, começam a se acostumar com a paz recém-descoberta que impera na pequena cidade de North Hampton, Long Island. Acreditam que enfim terão uma rotina normal. Até que tudo vira de cabeça para baixo e elas precisam resgatar suas forças mágicas!Com o sucesso dos livros, Witches of East Endfoi adaptado para uma série de TV no canal norte-americano Lifetime, com um elenco de estrelas encabeçado pela vencedora do Emmy Julia Ormond (Mad Men), Jenna Dewan Tatum (American Horror Story) e Rachel Boston (In Plain Sight).
Sobre a autora: Melissa de la Cruz cresceu em Manila, mudando-se depois com sua família para San Francisco, onde estudou em um colégio de freiras. É formada em história da arte e literatura inglesa pela universidade de Columbia, em Nova York. Hoje é autora de best-sellers consagrados pelo The New York Times e USA Today.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O Céu é Logo Ali - Lilian Farias
Olá meus queridos!! Hoje venho divulgar o livro da Lilian : O Céu é Logo Ali.
“O céu é logo ali” se desenvolve em um turbilhão de sentimentos, em facetas representadas por duas personagens e o que as cercam, com desejos, sonhos, lembranças, descobertas e inquietações marcando um encontro em que histórias paralelas se unem pelo mesmo ideal: liberdade! Mas, o que é a liberdade? O que aprisionava Dolores e Clarice para que o encontro pudesse salvar suas almas encarceradas? Ao adentrarmos nos mundos distintos dessas duas jovens, mergulhamos numa profusa miscigenação de anseios, lutas, estratégias de sobrevivência. A história de duas mulheres que unidas pelo destino resolvem aflorar todo fluxo de sobrevivência do "ser", do corpo, da alma, da mente, que advém quando se é permitido ser livre. Liberdade, essa, assemelhada a quem saboreia o vôo das borboletas.
Lilian Farias é graduada em Letras-PortuguÊs pala UPE – Universidade de Pernambuco. Especialista em Linguística pela POSEAD. Educadora de profissão e apaixonada pela literatura. Para sentir a vida pulsando, nos horários vagos ouve música e faz poesia. Criadora do blog Poesia na Alma.
“O céu é logo ali” se desenvolve em um turbilhão de sentimentos, em facetas representadas por duas personagens e o que as cercam, com desejos, sonhos, lembranças, descobertas e inquietações marcando um encontro em que histórias paralelas se unem pelo mesmo ideal: liberdade! Mas, o que é a liberdade? O que aprisionava Dolores e Clarice para que o encontro pudesse salvar suas almas encarceradas? Ao adentrarmos nos mundos distintos dessas duas jovens, mergulhamos numa profusa miscigenação de anseios, lutas, estratégias de sobrevivência. A história de duas mulheres que unidas pelo destino resolvem aflorar todo fluxo de sobrevivência do "ser", do corpo, da alma, da mente, que advém quando se é permitido ser livre. Liberdade, essa, assemelhada a quem saboreia o vôo das borboletas.
Gostaram? Então que tal irem prestigiar o lançamento do livro?
Para os que adoram o e-book, o livro esta disponível na Amazon : O Ceu é Logo Ali
E que tal adicionar o livro no skoob? O link é esse: O Céu é Logo Ali
Para os que como eu adoram saber a respeito dos autores, lá vai um pouco sobre a Lilian e seus meios de contatos.
Lilian Farias é graduada em Letras-PortuguÊs pala UPE – Universidade de Pernambuco. Especialista em Linguística pela POSEAD. Educadora de profissão e apaixonada pela literatura. Para sentir a vida pulsando, nos horários vagos ouve música e faz poesia. Criadora do blog Poesia na Alma.
Seguem os links para contato com a autora :
Pagina do Blog: https://www.facebook.com/pages/Poesia-na-Alma/315516725135313
terça-feira, 2 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Novidades
Olá!! Acredito que a noticia esteja bem atrasada, mas somente agora vi no meu e-mail sobre o lançamento de Aquele Verão e apesar de ter certeza de que todos vocês já viram sobre isso (afinal o e-mail foi enviado dia 15 de Janeiro pela Editora ID ) achei que valia apena mostrar.
Aquele Verão
de Sarah Dessen
R$ 27,90
(preço sugerido)
200 páginas
15.00 x 22.50
1º edição
290 gramas
ISBN: 9788516083304
Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum.
Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.
Sobre Sarah Dessen
Sarah Dessen é uma das autoras mais populares entre os jovens. Todos os seus cinco livros mais recentes ficaram entre os mais vendidos pelo New York Times, incluindo A caminho do verão. Seus primeiros dois livros, That Summere Someone Like You, foram transformados no filme How to Deal, com Mandy Moore. Seus livros são regularmente indicados como os Melhores Livros para Jovens Adultos pela American Library Association. A autora se formou pela Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, onde reside com o marido e a filha.
Aquele Verão
de Sarah Dessen
R$ 27,90
(preço sugerido)
200 páginas
15.00 x 22.50
1º edição
290 gramas
ISBN: 9788516083304
Há muita coisa acontecendo na vida de Haven... Primeiro, o casamento do pai com Lorna Queen, a “Mulherzinha do Tempo” da televisão local. Depois, o casamento da irmã Ashley com o chato Lewis Warsher, que não parece combinar com Ashley de jeito algum.
Haven também não consegue ignorar o fato de ter quase um metro e oitenta e cinco de altura e ainda continuar crescendo. Ela mal consegue ver quem ela é agora ou onde ela pode se ajustar.
Então, o antigo namorado de Ashley, Sumner Lee, aparece e reacende as lembranças de Haven do verão quando seus pais eram felizes, a irmã era descolada e despreocupada, e tudo era perfeito... ou pelo menos assim parecia.
Sobre Sarah Dessen
Sarah Dessen é uma das autoras mais populares entre os jovens. Todos os seus cinco livros mais recentes ficaram entre os mais vendidos pelo New York Times, incluindo A caminho do verão. Seus primeiros dois livros, That Summere Someone Like You, foram transformados no filme How to Deal, com Mandy Moore. Seus livros são regularmente indicados como os Melhores Livros para Jovens Adultos pela American Library Association. A autora se formou pela Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, onde reside com o marido e a filha.
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